Verdade na Política

Março 31, 2008

PORQUE ELES NÃO FALAM A VERDADE!!!

Arquivado em: Uncategorized — Marcelo @ 6:57 pm
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Ao darem relevância ao deslize verbal do governador Serginho Cabral em chamar a ministra, de “a” presidente, os jornais acima esquecem ou não aprofundaram o suficiente sua pesquisa para descobrir que esse será o ponto final da Bahia de Guanabara.

Quando a Petrobras, que é mandatária de todo território nacional decide fazer algo, não existe dinheiro, não existe natureza, não existe uma questão se quer, que possa freia-la.

Pois então nem mesmo a última área preservada da Bahia de Guanabara poderá detê-los. O último manguezal. Não quero evocar um papo eco-romântico para isso. Apenas deflagrar que:

1º lá não existe água para consumo humano no local. Mas isso não importa vão inundar parte da área preservada para fazer represas que irão invadir áreas de plantação dos pequenos agricultores locais. Mas quem se importa, eles são muito pequenos nem exportam para a Europa.

2º vão destruir um bioma de manguezal que elimina os gases poluentes e purifica a água da Bahia de Guanabara. Mas quem se importa precisamos de mais plástico para exportar pra China. Por que nos preocuparmos com apenas uma pequena parte de um bioma que já foi muito maior, não é mesmo. O importante e paparicar a China pra ela ter mais poder e oprimir mais ainda o povo.

Me desculpem  mas não ver isso é omissão de informação, acordem Sr. Jornalões!!!!

LINKS:
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL381552-5606,00-LULA+LANCA+OBRAS+DO+COMPLEXO+PETROQUIMICO+DO+RIO+DE+JANEIRO.html

http://www.ae.com.br/institucional/ultimas/2008/mar/31/1309.htm

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/03/31/materia.2008-03-31.6523600250/view

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/03/31/comecaram_hoje_as_obras_do_complexo_petroquimico_da_petrobras_em_itaborai-426613818.asp

Março 27, 2008

Lula e chaves não percebem o papel ridículo que estão fazendo, porque ambos já perderam a visão pra diante do próprio umbigo.

Arquivado em: Uncategorized — Marcelo @ 6:40 pm
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Lula com o PAC, já faz eleição pra 2008 e de quebra pra 2010. Essa semana o presidente não esteve em Brasília um dia inteiro sequer. Não podemos contestar que o desenvolvimento é necessário em toda America latina, mas a que preço?
Zé Dirceu continua manipulando as falcatruas do governo e agora tem até negociado contratos com construtoras de São Paulo para o PAC. Sarney continua a indicar seus afilhados despreparados a cargos técnicos. Hugo chaves continua a reprimir as vozes que falam contra sua ditadura velada. E lula discursa tão alto com seus berros de fúria vazia, que não consegue mas ouvir a voz do povo e da terra que pede por um desenvolvimento sustentado e não acelerado.

veja a noticia na integra:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u386246.shtml

Março 19, 2008

Brasil é melhor sem CPMF (artigo para mostrar a conduta do partido democratas complementada pelo excelente vídeo )

O senador José Agripino (RN) elencou uma série de informações para mostrar porque a extinção da CPMF é melhor para o Brasil do ponto de vista do crescimento econômico e da justiça social. Para o líder dos Democratas, a discussão sobre o fim do tributo não deve ser passional, mas baseada em dados, informações e números. “Infelizmente, o presidente da República entendeu que havia apenas uma luta entre governo e oposição. Não havia. Era uma luta conceitual que objetivava dar ao Brasil a oportunidade de maior crescimento econômico, de vôo de águia, de diminuir a carga tributária por meio de um gesto dos parlamentares”, afirmou o senador. Leia alguns dos argumentos apresentados por José Agripino:

1) A CPMF pune também os mais pobres
Estudo recente da Federação do Comércio de São Paulo, elaborada por equipe de estatísticos, constatou que, de uma arrecadação de R$ 40 bilhões, R$ 25 bilhões são pagos pelos mais pobres, por meio de taxas embutidas em produtos como arroz, feijão e leite. Como imposto em cascata, a CPMF não incide apenas em quem tem conta bancária, atinge todos os produtos vendidos no Brasil.

2) Por causa da alta taxa tributária, o país cresce menos que os países em desenvolvimento
Em um mundo de fato globalizado, países que recebem mais investimentos são beneficiados e diminuem a pobreza de forma sustentável. Em tal conjuntura, saem na frente países que oferecem mais oportunidades e menos taxas para empreendedores. O governo prefere, entretanto, sustentar os mais pobres, por meio de importantes programas como o Bolsa Família, do que possibilitar possibilidades de emprego a quem precisa. Entre 2005 e 2007, o Brasil caiu de 56º para 72º lugar nesse ranking de competitividade, medido por agências de investimentos. “Com menos impostos, é a nossa vez de dar oportunidade ao Brasil de ter não um vôo de nambu, mas de ter um vôo de águia” afirmou o senador.

3) Arrecadação extra do governo é maior do que ganho com CPMF. Programas sociais não correm risco.
Na ponta do lápis, o governo federal pode passar sem a CPMF. De acordo com informações da Receita Federal, só no primeiro semestre desse ano, foram R$ 36 bilhões de arrecadação.
Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, IBTP, em 2008, o excesso será de R$ 50 bilhões. “O governo exibe recorde de arrecadação, mais do que a CPMF, e vem dizer que não pode abrir mão do imposto?”, afirma o líder dos Democratas. “Se a CPMF não tivesse existido nunca ou se tivesse sido encerrada, só com aquilo que o Brasil não esperava arrecadar e arrecadou é possível manter o envio de recursos para a saúde, para o Fundo de Pobreza, para a Previdência, para tudo, e ainda sobram R$6 bilhões”, completou.

4) Excesso de arrecadação estimula gastos perdulários e uso político de recursos
Com muitos recursos, o governo pretende aplicar o excesso de arrecadação, certamente, em iniciativas como TV Pública; contratação de 26 mil pessoas alinhadas em cargos de confiança ou manutenção de 37 Ministérios. “Aí é gastança irresponsável. É irresponsabilidade de quem não sabe governar. E cabe a nós criticar e aplicar as reprimendas e as correções de rumo”.

5) Governo gasta mal o que tem
De acordo com informações do Siaf, Sistema Integrado de Administração Financeira, do Ministério do Planejamento, os investimentos programados no Orçamento até dezembro de 2007 atingiram 14,37% do programado. Na saúde, o índice foi de apenas 3,89%! Ou seja, por questões administrativas o governo não tem conseguido gastar nem mesmo os recursos que já estão no orçamento. Por isso, mais do que utilizar mais tributos, é preciso um choque de gestão. “É esse o governo que nos acusa de estar solapando o instrumento para melhorar a saúde do Brasil”.

6) Os recursos da CPMF não vão para a Saúde
O dinheiro pela CPMF não costuma ir para a saúde pública. Segundo informações do próprio Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos R$ 32 bilhões recolhidos por meio do “imposto do cheque”, em 2006, apenas R$ 13,4 bilhões foram para a saúde. Após quase um ano de negociação, apenas faltando algumas horas para a votação que extinguiu a CPMF, o governo resolveu prometer destinar todo o dinheiro para Saúde. Não tinha, entretanto, garantias para cumprir a promessa. De acordo com a Constituição brasileira, o governo tem total autonomia para utilizar os recursos da contribuição. Um acordo para mudar a destinação da CPMF só teria como lastro a palavra do governo, que não tem sido cumprida nos últimos meses.

Março 17, 2008

Vídeo Institucional

A pedidos este vídeo exemplar do partido democratas foi legendado e pensei que merecia mais um post.

Março 12, 2008

QUEREM SABER DE MAIS UMA VERDADE SOBRE NOSSA POLITICA?

O GOVERNO APROVEITOU A MADRUGADA PARA VOTAR DA FORMA COMO QUIS A MP SOBRE A
TV PUBLICA,EM UMA MANOBRA QUE E MUITO UTILIZADA QUANDO ELES QUEREM AUMENTAR
OS PROPRIOS SALARIOS. ELES ESPERAM ACABAR O JORNAL DA GLOBO {NORMALMENTE A
MEIA-NOITE} E VOTAM AS ESCONDIDAS. NO CASO DA TV PUBLICO, SIMPLESMENTE
IGNORARAM O SENADO E VOTARAM SOMENTE NA CAMARA.

ISSO TUDO PQ? PRA PODER VOTAR O ORÇAMENTO HJ, E OLHA QUE MESMO DISFARÇANDO
UMA PROPOSTA DE 534 MILHÕES {LÁ ELES SÃO MESTRES EM ESCONDER MILHÕES} COMO
APENAS UMA EMENDA DENTRO DO PLANO PLUANUAL {PPA}. ELES ACHAM QUE A OPOSIÇÃO
NÃO VAI PERCEBER.

Bate-boca entre governo e oposição dificulta votação do Orçamento
DEM quer paralisar trabalhos como protesto pela votação da TV Pública.
Decisão será tomada em conjunto com o PSDB.
Do G1, em Brasília, com informações da Globo News entre em contato

Uma manobra feita na madrugada pelo governo para permitir a aprovação da
Medida Provisória que criou a TV Pública revoltou a oposição. Parlamentares
protestaram contra a atitude do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), de
dar parecer contrário a uma MP para permitir a votação da TV.

O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), anunciou que seu partido
defenderá que a oposição faça obstrução para tentar impedir a votação do
Orçamento nesta quarta-feira (12), como estava previsto por acordo. A
posição foi tirada em uma reunião de bancada da legenda.

 O presidente tem toda razão de pedir à sua base que aprove seus projetos e
o Congresso tem toda razão de fazer obstrução.  É muito provável que o
governo não conte conosco e que nós tenhamos uma atitude muito dura no
combate a proposições que estão no Orçamento e que não deviam estar lá, por
razões que o Brasil todo conhece, disse o presidente do PSDB, Sérgio
Guerra.

 Não adianta ficar protelando porque já estamos em meados de março e já
começa a ter problemas, alguns gargalos já dificultando investimentos no
país e acho que não se deve mais adiar esse assunto, tem que ser votado
hoje, defendeu o senador Valdir Raupp, líder do PMDB.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse que se houver
quórum, o Orçamento será votado nesta quarta. Se tivermos 271 deputados no
plenário e 41 senadores, a votação vai ser realizada. Peço a colaboração
tanto da oposição quanto do governo. Está na hora dos ânimos serenarem.”

Garibaldi criticou a discussão entre parlamentares às vésperas da votação.
“O que se viu ontem à noite, muita gente viu com preocupação, até com
tristeza. Muita gente deve ter dito uma coisa que estou aqui para impedir
que se diga: Esse parlamento não tem jeito, disse.

 Obstrução

Os líderes da oposição se reúnem nessa tarde para tomar uma oposição. A
tendência é mesmo de obstrução. Após a votação da TV Pública na madrugada, o
líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), também havia acenado nesse
caminho.

 Eles trataram com desdém o Senado e isso só pode ser respondido de uma
maneira: com a obstrução à votação da peça orçamentária. Essa é a única
maneira de dar uma resposta à tentativa de humilhação que o Congresso
sofreu, afirmou Agripino.

Na tarde desta terça-feira (11) havia sido fechado um acordo para permitir a
votação do Orçamento. Pelo acordo, seria eliminado do texto o anexo de metas
e prioridades.

O anexo foi incluído pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) na Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) e no Plano Plurianual (PPA), mas não constou
da proposta de Orçamento enviada pelo Executivo. Mesmo assim, a comissão
usou essa rubrica para destinar R$ 534 milhões para emendas de bancada e
individuais.

Pelo acordo, esse recurso seria redistribuído entre os estados levando em
conta o Fundo de Participação dos Estados (FPE), o valor das emendas nos
últimos três anos e a população dos estados.

Além disso, houve um acordo para aumentar o Orçamento da agricultura em R$
450 milhões e uma promessa de direcionar eventuais recursos de excesso de
arrecadação para a Lei Kandir, que compensa os estados por incentivos à
exportação.

Mesmo com a provável obstrução da oposição a tendência é de manutenção desse
acordo de mérito. Para vencer a disputa e conseguir votar o Orçamento, o
governo precisará contar com 41 senadores e 257 deputados para a votação dos
diversos requerimentos que devem ser apresentados pela oposição na tentativa
de derrubar a sessão.

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ELEIÇÕES 2008!

A TV Globo inaugurou eleições atrás, um procedimento típico da BBC do Reino Unido. A partir de 5 de julho os candidatos tinham um tempo exatamente igual para responder diariamente às perguntas. Mas ontem o RJ-TV resolveu mudar o estilo e dar um tempo para um pré-candidato expor até programa de governo. Os demais ficaram com a lei do ministro Armando Falcão do período autoritário: fotos e nada mais. Começou muito mal a TV Globo a cobertura da campanha de 2008. Todos esperam que volte a fazer a cobertura “BBCniana” de outras eleições. Isso não ajuda a democracia nem a imagem da emissora.

Março 6, 2008

A VERDADE É:

 QUEM MANDA É O PMDB.  LULA TEM QUE DISTRIBUIR CARGOS E SUCATEAR A MÁQUINA PÚBLICA, PARA AGRADAR SEUS ALIADOS. SENDO ASSIM ATÉ CARGOS NA PETROBRAS EMPRESA ESTATAL DE MAIOR IMPORTANCIA NACIONAL SÃO BARGANHADOS. E MELHOR DEIXAR O LUCRO DA EMPRESA DESPENCAR 17%, DO QUE DESAGRADAR OS AFILHADOS POLITICOS. O MERCADO ENTENDE E PERCEBE QUE FALTA GESTÃO E COMPREENÇÃO DESSE CANCÊR QUE CRESCE A OLHOS VISTOS. MAS NOSSO PRESIDENTE CISMA EM CHAMA-LOS DE ALIADOS MESMO SABENDO QUE CANCÊR JÁ TEM CURA.  

O PMDB tem a força
por José Marcio Mendonça, Seção: Política s 05:28:23.
JORNAL ESTADÃO S.PAULO.

O PT reclamou, esperneou, fez até veladas ameaças. A ministra Dilma Roussef
resistiu durante semanas. Em vão.

Com uma cesta fornida de votos na Câmara e outra no Senado, diante de um
governo apertado por duas CPIs – a dos Cartões, a ser iniciada, e a das
ONGs, agora reavivida – e com projetos importantes para votar, o PMDB fez
cara feia, exigiu e levou.

A diretoria da área Internacional da Petrobrás sai das mãos de um petista,
da linhagem do senador Delcídio Amaral, e vai para o colo de um
peemedebista, da escola mineira com o apoio de toda a bancada do partido na
Câmara.

Sai Nestor Cerveró e entra Jorge Zelada. Ambos são de formação técnica,
Zelada está na Petrobrás desde 1982. Não impoeta muito, porém: ambos são
indicações políticas, sinal de que devem servir a dois senhores.

Para não deixar totalmente insatisfeitos os padrinhos de Cerveró, ele vai
virar diretor financeiro da BR Distribuidora. Para acomodar outros
interesses, o Conselho de Administração da Petrobrás aprovou ainda a criação
de uma subsidiária para cuidar dos biocombustíveis. Antes seria apenas uma
diretoria.Ganho novo status: subsidiária tem mais postos de direção. No
coração das mamães estatais sempre cabe mais um.

(Em tempo: na contramão da maior parte das empresas privadas aqui
instaladas, entre elas, por exemplo, a Vale e os bancos, que apresentaram
vertiginoso crescimento nos seus lucros de 2006 para 2007, a Petrobrás fez
um movimento ao avesso. Lucrou 17% menos no ano passado em relação a seu
desempenho no ano retrasado. Foram apresentadas justificativas técnicas. Não
explicam tudo.)

Não está sendo apenas no terreno das nomeações que o PMDB está dando
demonstrações inequívocas de que é ele que tem a força na base aliada. Na
divisão das Comissões permanentes da Câmara, por ser a maior bancada, ficou
com a mais cobiçada delas – a de Constituição e Justiça, por onde passa
qualquer projeto na Casa antes de começar a tramitar.

Até aí, tudo normal.

Só que o PMDB indicou para o posto o notório deputado Eduardo Cunha, do Rio
de Janeiro, um aliado que já se mostrou um tanto incômodo para o governo no
ano passado, como todos estão lembrados. Cunha, como relator do projeto,
segurou o parecer a respeito a PEC da CPMF até conseguir nomear o
apadrinhado Luiz Paulo Conde para a presidência de Furnas.

Com isso, a PEC do imposto do cheque chegou no Senado com um prazo muito
curto para ser votada, o que dificultou as negociações com a oposição. Deu
no que deu.

Eduardo Cunha já mostrou de novo sua disposição. Indicou para relatar o
projeto de reforma tributária na CCJ o correligionário e conterrâneo
Leonardo Piciani, um jovem deputado em primeiro mandato. Em 2007, Piciani,
por obra e graça de Cunha, presidiu a CCJ. Os dois fizeram uma dobradinha
perfeita no caso da CPMF.

As orelhas do Planalto estão ardendo. Mas o que fazer? Nas circunstâncias
atuais, com a oposição batendo forte e pouco propícia a conversas, o PMDB é
o aliado preferencial. Acima até do PT – que, aliás, anda todo enciumado.

PS – Acompanhem a diferença: o PMDB chiou e levou na Petrobrás e em seguida
levará nas elétricas; o PT quis reagir, mas acabou sendo levado a aceitar
que o PSDB fique com a presidência da CPI dos Cartões Corporativos.

Março 5, 2008

VAMOS COMER EUCALIPTOS??????

Mulheres da Via Campesina ocupam área ilegal da Stora Enso
04/03/2008
Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam a fazenda Tarumã, de 2.100
hectares, no município de Rosário do Sul, a aproximadamente 400 km de Porto
Alegre, na manhã desta terça-feira (04/03), quando iniciaram o corte de
eucaliptos e o plantio de árvores nativas em área que pertence à empresa
sueco finlandesa Stora Enso.

A transnacional estrangeira, pela legislação brasileira (lei nº 6.634 de
1979; e o artigo 20, parágrafo 2 da Constituição Federal), não pode adquirir
terras em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com outros países. No
entanto, a transnacional vem comprando dezenas de áreas no Rio Grande do
Sul, próximo da fronteira com Uruguai onde a empresa também tem plantios. A
meta é formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares e implantar
fábricas na região.

Em nota distribuída à imprensa as mulheres declaram o seguinte: “Nossa ação
é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto verde na faixa
de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o bioma pampa e
contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vez mais sem
terra para produzir alimentos. Estamos arrancando o que ruim e plantando o
que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho”.

Multinacional age ilegalmente
A Stora Enso adquiriu as terras em nome da empresa Derflin, que é o braço da
multinacional para produzir matérias-primas. Como a Derflin também é
estrangeira não conseguiu legalizar as áreas. Por isso, a Stora Enso criou
uma empresa laranja: a agropecuária Azenglever, de propriedade de dois
brasileiros: João Fernando Borges e Otávio Pontes (diretor florestal e
vice-presidente da Stora Enso para a América Latina, respectivamente). Eles
são atualmente os maiores latifundiários do RS. Leia sobre o caso no
especial Mulheres Sem Terra
Cerca de 50 fazendas, totalizando mais de 45 mil hectares, já estão
registradas em nome da Agropecuária Azenglever. Entre essas áreas, está a
Tarumã, ocupada pelas mulheres camponesas. Há um inquérito na Polícia
Federal responsável para investigar o crime, mas a empresa continua agindo
livremente.
Leia, a seguir, a pauta de reivindicações das mulheres no manifesto das
mulheres da Via Campesina.
Manifesto das Mulheres da Via Campesina
Nós mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul estamos mais uma vez
mobilizadas, nesta semana do 8 de março, para intensificar nossa luta contra
o agronegócio e em defesa da soberania alimentar da população brasileira.
A soberania alimentar é o direito dos povos de produzir sua comida
respeitando a biodiversidade e os hábitos culturais de cada região. Hoje em
nosso país as riquezas naturais estão sob domínio das empresas
multinacionais do agronegócio e a população tem cada vez menos acesso à
terra, à água e aos alimentos.
Nós mulheres somos as primeiras a serem expulsas das atividades agrícolas
nas áreas onde avança o agronegócio. Nosso trabalho é importante em uma
agricultura camponesa porque sabemos produzir alimentos. Mas as empresas do
agronegócio não estão preocupadas em produzir comida, só em produzir lucro
transformando o campo em desertos verdes (de eucalipto, de soja, de cana).
Um dos desertos que mais cresce em nosso Estado é o de eucalipto para
celulose.
As empresas de celulose estão fechando fábricas nos Estados Unidos e na
Europa e vindo para a América Latina. Aqui encontram muita terra, água,
clima favorável e governos dispostos a atender seus interesses. Mais de 90%
da produção de celulose do Brasil é para exportação. Assim, reduzimos a
produção de comida, destruímos a biodiversidade, aumentamos a pobreza e a
desigualdade para atender a demanda de lucro das empresas e um estilo de
vida consumista nos países ricos. Esse é o papel horroroso que o Brasil
cumpre hoje no mundo.
Uma das empresas responsáveis pelo avanço do deserto verde no Rio Grande do
Sul é a Stora Enso, multinacional sueco-finlandesa. Pela lei brasileira
estrangeiros não podem ter terra em uma faixa de 150 km da fronteira do
Brasil com outros países. Acontece que a Stora Enso já tem milhares de
hectares plantados no Uruguai e é exatamente próximo da fronteira gaúcha com
este país que essa gigante do ramo de papel e celulose quer formar uma base
florestal de mais de 100 mil hectares.
Inicialmente a Stora Enso tentou comprar as terras em nome da empresa
Derflin, o braço da multinacional para produção de matéria prima, que por
ser estrangeira não conseguiu legalizar as áreas.
Para viabilizar sua implantação a multinacional criou uma empresa laranja
que está comprando as terras em seu nome: a agropecuária Azenglever Ltda,
cujos donos são dois importantes funcionários da Stora Enso. Eles se
tornaram os maiores latifundiários do estado, sendo “proprietários” de mais
de 45 mil hectares. Essa operação ilegal é de conhecimento dos Ministérios
Públicos Estadual e Federal, do Incra, da Polícia Federal, mas nada de
concreto foi feito para impedir o avanço do deserto verde. Decidimos então
romper o silêncio que paira sobre esse crime.
Nossa ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto
verde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o
bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vez
mais sem terras para produzir alimentos. Estamos arrancando o que é ruim e
plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho.
Alguns parlamentares gaúchos ao invés de combaterem a invasão dos
estrangeiros estão propondo reduzir a Faixa de Fronteira para legalizar o
crime. Usam o argumento de que a faixa de 150 km impede o desenvolvimento
econômico dos municípios. Mas isso é uma grande mentira. Todos sabem que a
Metade Sul não se desenvolve por causa do latifúndio e das monoculturas.
Tanto que a faixa de fronteira também vigora na metade norte do estado e
nessa região a economia é dinâmica.
As empresas de celulose prometem gerar emprego e desenvolvimento. Mas onde
elas se instalam só aumenta o êxodo rural e a pobreza. Os trabalhos que
geram são temporários, sem direitos trabalhistas, em condições precárias. Um
exemplo é a Fazenda Tarumã em Rosário do Sul, de 2,1 mil hectares onde a
Stora Enso gera somente dois empregos permanentes e alguns empregos
temporários.
Se essa área for destinada para a reforma agrária podem ser assentadas 100
famílias gerando no mínimo 300 empregos diretos permanentes. Portanto, a
Reforma Agrária e a Agricultura Camponesa é que são a melhor alternativa
para preservar a biodiversidade, gerar trabalho e renda para a população do
campo e alimentos saudáveis e mais baratos para quem mora nas cidades.
O projeto que tramita no Senado propondo reduzir a Faixa de Fronteira
brasileira não inclui a Amazônia porque entende que isso seria uma ameaça
para a floresta. Ou seja, admite que a redução da Faixa de Fronteira irá
aumentar a destruição ambiental. Para nós todos os biomas brasileiros são
importantes e entendemos que o Cerrado e o Pampa também precisam ser
preservados.
Nós mulheres da Via Campesina reivindicamos das autoridades brasileiras:
- Anulação das compras de terra feitas ilegalmente pela Stora Enso na faixa
de fronteira e expropriação dessas áreas para a reforma agrária. Somente nos
45 mil hectares que estão em nome da empresa laranja, a Agropecuária
Azenglever daria para assentar cerca de 2 mil famílias, gerando 6 mil
empregos diretos. Atualmente 2.500 famílias estão acampadas no Rio Grande do
Sul e o Incra alega não ter terras para fazer assentamento.
- Retirada dos projetos no Senado e na Câmara Federal que propõem a redução
da Faixa de Fronteira. Essa medida só vai beneficiar empresas como a Stora
Enso que querem se apropriar das terras para transformá-las em deserto
verde, destruir nossas riquezas naturais como o aqüífero guarani e o bioma
Pampa. Para o povo gaúcho essa redução da faixa de fronteira só vai provocar
aumento do êxodo rural, do desemprego, da destruição ambiental e o fim
soberania alimentar pois vai faltar terra para produzir alimentos.
Sabemos que por lutar contra o deserto verde podemos sofrer a repressão do
governo gaúcho. É prática desse governo tratar os movimentos sociais como
criminosos e proteger empresas que cometem crimes contra a sociedade. Vamos
resistir. Nossa luta é em defesa da vida das pessoas e do meio ambiente.
Estamos aqui em 900 mulheres, mas carregamos conosco a energia e a coragem
das milhares de camponesas que em todo o mundo lutam contra a
mercantilização das riquezas naturais e da vida. Como dizia a companheira
sem terra Roseli Nunes, assassinada covardemente em março de 1987 aqui no
Rio Grande do Sul, “preferimos morrer lutando do que morrer de fome!”.
Mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul

Março 3, 2008

CHEGA LULA! FIQUE POR AÍ!

O discurso de Lula mandando o poder judiciário colocar o nariz para dentro é um fato extremamente grave e um risco enorme para a democracia. Nada vai ocorrer em curto prazo, já se sabe. Mas os seus desdobramentos no futuro são perigosos pelos precedentes latino-americanos. Essas também foram as primeiras declarações contra o judiciário -especialmente a Corte Suprema, feitas em outros países e que culminaram numa demonização desta Corte, sua desconstituição e em regimes autoritários e/ou desastres políticos.

Assim foi no Peru com Fujimori. Das ironias contra a Corte Suprema -CS- de lá, o tom subiu e passou a ser um entrave ao “progresso” até sua destituição. Assim foi na Argentina com Menem. A CS era um entrave às reformas econômicas e vieram as aposentadorias compulsórias e as substituições. Os desdobramentos se conhecem -queda da moeda, de presidentes, piqueteiros… e hoje a Argentina é um regime de executivo desproporcional, digamos.

Assim foi com Chávez, na Venezuela, que das críticas sobre uma corte ligada aos interesses das elites, terminou com sua destituição. Assim foi no Equador -com Gutierrez- que terminou com a supressão da CS. Depois da queda do coronel Gutierrez, nosso STF foi chamado para ajudar a re-criar um STF lá. Valeu pouco, pois o atual presidente Rafael Correa com o mesmo discurso inicial a desconstituiu de fato.

Da mesma forma na Bolívia de Morales, onde a CS, como “entrave” se mantém formalmente, mas Morales ignora suas decisões. E não é demais lembrar a Nicarágua, onde uma aliança espúria entre Daniel Ortega e o ex-presidente Aleman (com prisão domiciliar por corrupção), transformou a CS num joguete desta aliança.

Tudo começou num discurso, suado, como esse de Lula. E foi crescendo com declarações, impulsões… Até que uma crise conjuntural encontrou a CS como bode expiatório e “entrave” para as mudanças -sem lei- arbitradas pelo executivo. Não estamos tão longe disso. Com menos ruído vemos a liquidação do orçamento como lei de meios e fins, o uso extravagante das MPs, e a delicada coincidência de Lula, em seu tempo, designar metade ou mais do STF. Não que os magistrados escolhidos não mereçam a confiança jurídica, mas porque de qualquer forma é uma coincidência que cria constrangimentos e fragiliza a autonomia da CS.

O Congresso que fique atento e que não deixe isso passar como arroubos de depois do almoço. Que o Congresso exaura em debates esse grave fato, e que mostre ao presidente -não só as conseqüências jurídicas de suas declarações, como as conseqüências políticas. E que esse tipo de escalada, aqui não passará. Isso deve ser lembrado com os exemplos anteriores e dito continua e abertamente. Chega! Fique por aí, presidente!

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