Verdade na Política

Março 12, 2008

QUEREM SABER DE MAIS UMA VERDADE SOBRE NOSSA POLITICA?

O GOVERNO APROVEITOU A MADRUGADA PARA VOTAR DA FORMA COMO QUIS A MP SOBRE A
TV PUBLICA,EM UMA MANOBRA QUE E MUITO UTILIZADA QUANDO ELES QUEREM AUMENTAR
OS PROPRIOS SALARIOS. ELES ESPERAM ACABAR O JORNAL DA GLOBO {NORMALMENTE A
MEIA-NOITE} E VOTAM AS ESCONDIDAS. NO CASO DA TV PUBLICO, SIMPLESMENTE
IGNORARAM O SENADO E VOTARAM SOMENTE NA CAMARA.

ISSO TUDO PQ? PRA PODER VOTAR O ORÇAMENTO HJ, E OLHA QUE MESMO DISFARÇANDO
UMA PROPOSTA DE 534 MILHÕES {LÁ ELES SÃO MESTRES EM ESCONDER MILHÕES} COMO
APENAS UMA EMENDA DENTRO DO PLANO PLUANUAL {PPA}. ELES ACHAM QUE A OPOSIÇÃO
NÃO VAI PERCEBER.

Bate-boca entre governo e oposição dificulta votação do Orçamento
DEM quer paralisar trabalhos como protesto pela votação da TV Pública.
Decisão será tomada em conjunto com o PSDB.
Do G1, em Brasília, com informações da Globo News entre em contato

Uma manobra feita na madrugada pelo governo para permitir a aprovação da
Medida Provisória que criou a TV Pública revoltou a oposição. Parlamentares
protestaram contra a atitude do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), de
dar parecer contrário a uma MP para permitir a votação da TV.

O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), anunciou que seu partido
defenderá que a oposição faça obstrução para tentar impedir a votação do
Orçamento nesta quarta-feira (12), como estava previsto por acordo. A
posição foi tirada em uma reunião de bancada da legenda.

 O presidente tem toda razão de pedir à sua base que aprove seus projetos e
o Congresso tem toda razão de fazer obstrução.  É muito provável que o
governo não conte conosco e que nós tenhamos uma atitude muito dura no
combate a proposições que estão no Orçamento e que não deviam estar lá, por
razões que o Brasil todo conhece, disse o presidente do PSDB, Sérgio
Guerra.

 Não adianta ficar protelando porque já estamos em meados de março e já
começa a ter problemas, alguns gargalos já dificultando investimentos no
país e acho que não se deve mais adiar esse assunto, tem que ser votado
hoje, defendeu o senador Valdir Raupp, líder do PMDB.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse que se houver
quórum, o Orçamento será votado nesta quarta. Se tivermos 271 deputados no
plenário e 41 senadores, a votação vai ser realizada. Peço a colaboração
tanto da oposição quanto do governo. Está na hora dos ânimos serenarem.”

Garibaldi criticou a discussão entre parlamentares às vésperas da votação.
“O que se viu ontem à noite, muita gente viu com preocupação, até com
tristeza. Muita gente deve ter dito uma coisa que estou aqui para impedir
que se diga: Esse parlamento não tem jeito, disse.

 Obstrução

Os líderes da oposição se reúnem nessa tarde para tomar uma oposição. A
tendência é mesmo de obstrução. Após a votação da TV Pública na madrugada, o
líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), também havia acenado nesse
caminho.

 Eles trataram com desdém o Senado e isso só pode ser respondido de uma
maneira: com a obstrução à votação da peça orçamentária. Essa é a única
maneira de dar uma resposta à tentativa de humilhação que o Congresso
sofreu, afirmou Agripino.

Na tarde desta terça-feira (11) havia sido fechado um acordo para permitir a
votação do Orçamento. Pelo acordo, seria eliminado do texto o anexo de metas
e prioridades.

O anexo foi incluído pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) na Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) e no Plano Plurianual (PPA), mas não constou
da proposta de Orçamento enviada pelo Executivo. Mesmo assim, a comissão
usou essa rubrica para destinar R$ 534 milhões para emendas de bancada e
individuais.

Pelo acordo, esse recurso seria redistribuído entre os estados levando em
conta o Fundo de Participação dos Estados (FPE), o valor das emendas nos
últimos três anos e a população dos estados.

Além disso, houve um acordo para aumentar o Orçamento da agricultura em R$
450 milhões e uma promessa de direcionar eventuais recursos de excesso de
arrecadação para a Lei Kandir, que compensa os estados por incentivos à
exportação.

Mesmo com a provável obstrução da oposição a tendência é de manutenção desse
acordo de mérito. Para vencer a disputa e conseguir votar o Orçamento, o
governo precisará contar com 41 senadores e 257 deputados para a votação dos
diversos requerimentos que devem ser apresentados pela oposição na tentativa
de derrubar a sessão.

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