Fevereiro 12, 2008
Janeiro 29, 2008
Presidente do Ibama reconhece pressão de obras do PAC sobre desmatamento
O presidente interino do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Bazileu Margarido, reconheceu que as obras do Programa da Aceleração do Crescimento (PAC) podem ser consideradas fatores de pressão sobre o desmatamento na Amazônia. “Estamos trabalhando e empenhando um esforço muito grande para que isso não aconteça”, afirmou.
Questionado sobre a relação entre grandes empreendimentos na região e o aumento da destruição da floresta, Margarido respondeu que o Brasil precisa chegar a um resultado que concilie desenvolvimento econômico e social e preservação dos recursos naturais.
“Em todos os países do mundo, o modelo de desenvolvimento sempre representou degradação de recursos naturais, isso ocorreu nos Estados Unidos, na Europa, na Ásia. O modelo de desenvolvimento capitalista é intensivo em uso de recursos naturais. No Brasil, precisamos provar que somos capazes de promover o desenvolvimento econômico e social com proteção dos recursos naturais”, avaliou em entrevista à Agência Brasil na noite desta quinta-feira. “Não é algo fácil de ser feito”, acrescentou.
O presidente do Ibama citou o processo de licenciamento ambiental da BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA) como exemplo de que é possível equacionar crescimento e sustentabilidade. Segundo ele, quando o governo anunciou o asfaltamento da estrada, em 2002, o resultado foi um aumento de 500% do desmatamento da região.
“Paramos o processo, o governo fez um grupo de trabalho para propor um plano de desenvolvimento sustentável. Foram criados 8,5 milhões de hectares em unidades de conservação, terras indígenas, houve regularização fundiária”, citou. De acordo com Margarido, após as medidas, o desmatamento na região da rodovia caiu 91%.
Ao comentar os números de aumento do desmatamento, apresentados na última quarta-feira pelo Ministério do Meio Ambiente, e a possibilidade de que a valorização das commodities seja uma das causas do avanço do desmate, Margarido afirmou que o governo ainda precisa aprofundar a análise dos dados para fazer um diagnóstico definitivo.
“Temos, por enquanto, uma coincidência do aumento do preço das commodities, principalmente do boi, e essa intensificação do desmatamento. Mas, por enquanto, ela é apenas uma coincidência que precisa ser melhor avaliada.”
No entanto, o presidente do Ibama reconheceu que em algumas áreas da Amazônia a expansão da agropecuária está diretamente ligada ao avanço do desmatamento. “Em São Félix do Xingu (PA), por exemplo, é possível afirmar que a atividade pecuária cresceu bastante e foi um fator de pressão”, apontou.
Dezembro 20, 2007
Você sabia? Acre faz palanque de R$ 100 mil para Lula, que desmarca viagem
É o fim da picada né ??
O governo do PT no Acre construiu um palanque de madeira, feito com árvores retiradas da floresta amazônica, ao custo de R$ 99.051,67 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazer o discurso de inauguração da fábrica de camisinhas em Xapuri (183 km de Rio Branco), terra do líder seringueiro e ambientalista Chico Mendes, morto em 1988. Mas a inauguração, marcada para a última segunda, foi adiada em razão da agenda do presidente, segundo a assessoria do governador Binho Marques, e não há previsão de nova data. O extrato de contrato do palanque foi publicado em 1º de novembro no “Diário Oficial” do Estado. A Secretaria de Infra-Estrutura assinou o contrato, no dia 28 de outubro, para empresa NEO Construção e Comércio Ltda. construir o palanque em dez dias. O custo do palanque repercutiu na Câmara Municipal de Rio Branco. A vereadora Beth Pinheiro (PPS) questionou os gastos e sugeriu que o governo doe a madeira a famílias pobres de Xapuri antes que o material se deteriore -segundo ela, tanto o governo estadual quanto o Palácio do Planalto não confirmam uma nova data para a inauguração da fábrica, que ficou pronta em agosto. O palanque tem 32 m² e comporta cerca de 30 autoridades. Uma empresa de eventos de Rio Branco disse à reportagem que um palanque do mesmo tamanho custaria R$ 3.000. A assessoria do Palácio do Planalto disse que Lula nunca chegou a confirmar sua presença em eventos em Xapuri. O secretário estadual da Infra-Estrutura, Eduardo Vieira, afirmou que, desde agosto, a inauguração foi adiada quatro vezes. Afirmou que o palanque não será desmontado até que o Planalto marque nova data. Quanto ao custo da obra, justificou: “O palco tem assoalho de madeira e barras metálicas, que podem ser reutilizados em outros eventos. Copiamos o modelo do Pan”. A reportagem não localizou Íris de Carvalho Viga, da NEO Construção e Comércio Ltda. CONTAS ABERTAS Somente a Presidência comprometeu R$ 872,1 mil com a compra de 17 veículos executivos da Renault (a nota de empenho não informa qual o modelo do automóvel). Os detalhes descritos no documento informam que os carros devem ser do tipo sedan, de porte médio, zero quilômetro do ano 2006, modelo 2007 ou ano 2007, modelo 2007, e de cor preta. Cada um, comprado por meio de pregão, custou o equivalente a R$ 51,3 mil. A nova frota deverá ser entregue dentro de 60 dias. Faltando menos de um mês para acabar o ano, a Presidência da República (PR), figurinha carimbada no Carrinho de Compras por realizar gastos pra lá de interessantes, dá sinais de que os trabalhos realizados pelos funcionários no órgão merecem uma atenção especial. Isso porque a PR reservou em orçamento (empenhou) R$ 330 mil com a aquisição de 250 armários de escritório, 10 balcões, 22 módulos de estação de trabalho, 250 gaveteiros móveis, 31 mesas de reunião e 115 de apoio. A escolha dos móveis foi feita por meio de pregão. Resta saber agora se os objetos novinhos em folha darão um ânimo aos servidores, principalmente com a chegada do período de férias. Presidência da República (PR), figurinha carimbada do Carrinho de Compras, mais uma vez surpreende esta semana com gastos, no mínimo, curiosos. Dessa vez, o órgão reservou em orçamento (empenhou) R$ 6,5 mil para a compra de quatro equipamentos hospitalares. Em meio ao quente e longo debate sobre a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no Senado, com envolvimento direto do Palácio do Planalto, a aquisição parece ter chegado em ótima hora. Os aparatos quase completam um kit de sobrevivência pós-guerra. São uma cadeira oftalmológica, uma fonte de luz halógena, uma serra elétrica para remoção de gesso devido à fratura e um aparelho de ultra-som. A aparelhagem foi requisitada pela secretaria de administração da Presidência.
