Verdade na Política

Janeiro 30, 2008

Mapa da violência

Arquivado em: violência — Marcelo @ 1:14 pm
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Estudo divulgado em Brasília mostrou que a violência crsceu muito na última década, mas os índices começaram a cair desde 2004. Entre 1996 e 2006, o número de homicídios aumentou 20%

Entre jovens de 15 a 24 anos, a violência cresceu 31,3% – mais do que na população adulta. Só em 2006, foram mais de 17 mil mortes.

Foz do Iguaçu, no Paraná, registrou a maior taxa de homicídios entre jovens. Uma família entrou para a estatística depois que bandidos invadiram a casa e mataram dois filhos adolescentes. “Principalmente por aqui ser fronteira, acho que é um dos piores lugares para você poder criar um filho”, disse o pai, que não quer se identificar.

Mas o estudo também traz uma boa noticia: mostra que a violência começou a diminuir a partir de 2004, embora ainda sejam muito alta. Os casos de homicídio caíram 48 mil, em 2004 para 46 mil, em 2006. Nas mortes por arma de fogo, a redução foi de 37 mil para 36 mil casos. Os especialistas alertam, no entanto, que o ritmo de queda já foi mais rápido.

As cidades que vem apresentando maior índice de homicídios não são as maiores do país e sim são essas que vem apresentando mais expressiva melhora, como é o caso do Rio De Janeiro que apresentou uma queda de 39% na taxa de homicídios no periodo entre 2002 e 2006, nem aparecendo na lista das cidades com maior incidência.

A matéria do Globo mostra que a taxa de homicídios na Cidade do Rio de Janeiro caiu 32% entre 2003 e 2006. Incluindo 2002, a queda seria de 39%. Na tabela apresentada das vinte cidades com “as maiores taxas médias de homicídios”, “maiores taxas de mortes por arma de fogo”, e “maiores taxas médias de homicídio na população jovem”, sempre por 100 mil habitantes, a Cidade do Rio de Janeiro não aparece entre as 20 com maiores incidências.

As mortes por acidentes de transporte também diminuíram. Os pedestres ainda são as maiores vitimas, mas entre os motociclistas o aumento do número de morte foi maior: saltou de três mil, em 2002, para quase sete mil em 2006.

A família de Laurenita Lima conhece bem esse drama. O filho dela, de 20 anos, morreu num acidente. “Eu tenho uma tristeza muito grande, metade da minha vida foi embora”, conta.

“Teríamos que ter regras muito mais depuradas e campanhas específicas dirigidas a motociclistas”, defende o coordenador do estudo, Julio Jacobo Waiselfisz.

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